ICQ Groupware

Algumas semanas atrás, o Webworld publicou um texto mostrando como algumas empresas ou provedores de acesso poderiam se beneficiar usando o ICQ no processo de comunicação interna entre funcionários, ou entre funcionário-cliente.

De fato, já está mais do que provada a eficácia do programinha na hora de se comunicar com outras pessoas, através de poucos cliques de mouse e alguns “uh-oh”. No entanto, alguns pontos importantes no que se refere à produtividade na comunicação podem ser mais explorados.

Um dos pontos, e talvez o principal, é a conexão Internet. No Brasil, com exceção dos provedores de acesso, ainda são poucas as empresas e instituições que se aventuram em manter um IP dedicado, ou seja, uma conexão 24 horas onde todos os micros estarão ligados não apenas entre si, através de uma rede, mas também plugados na Internet através de altas velocidades.

O que isso implica na implantação do ICQ dentro da sua empresa? Não muita coisa, mas pode fazer com que o processo se torne mais lento, tendo em vista que nem todas as linhas telefônicas brasileiras são boas, nem todos os modens são bons, e por aí vai. A eficácia do ICQ sobre outras aplicações, como email ou telefone, deve-se exatamente à rapidez no envio de pequenas mensagens e na facilidade de se abrir uma sala de reuniões com várias pessoas, simultâneamente. Mas tudo só é possível quando os micros estão conectados na Internet, evidentemente.

Imagine enviar um relatório ou planilha para determinado cliente. Através do ICQ, o processo é muito mais prático e rápido do que o email, não é? Agora imagine enviar o mesmo relatório ou planilha para outro setor dentro da própria empresa. Contando com a velocidade de seu modem, a estabilidade da conexão e a boa vontade do servidor do programa, talvez fosse mais rápido imprimir, encadernar e, andando, levar até a outra sala. Por quê? Simples. Suas restrições ao usar o ICQ serão as mesmas restrições de qualquer usuário doméstico… velocidade de conexão, estabilidade, etc.

Outro fator preocupante na maioria das empresas é a segurança interna. Na verdade, a maior preocupação às vezes nem chega a ser a segurança na transmissão das informações em si, mas sim no medo de os funcionários usarem o ICQ com outros fins – entretenimento é um ótimo exemplo. Realmente, apesar de estar longe de outros programas de bate-papo, como o Mirc ou Netmeeting, o uso do ICQ dá margem a brincadeiras, sim. Na ocasião, irá entrar mais o bom senso dos responsáveis e dos funcionários, além de uma eterna fiscalização, é claro. Alguns defendem a máxima de que para ser responsável por um setor na empresa ou instituição, você deve primeiro conhecer bem seus subordinados.

Os dois pontos vistos até agora podem não afetar algumas empresas (principalmente provedores) mas, com certeza, podem tornar-se um problema à maioria. Um terceiro ponto, comum para qualquer pessoa que use o ICQ, em casa ou no trabalho, é a instabilidade do servidor da Mirabilis em algumas ocasiões. Mesmo com a conexão Internet perfeita, não é raro olhar para o relógio do Windows e notar que a florzinha do ICQ está no vermelho… desconectado! Apesar do problema estar num patamar muito mais aceitável do que antes, ainda é comum acontecer coisas do gênero.

No Brasil, o uso do ICQ interno de forma corporativa pode até transparecer um certo ar de novidade, mas no exterior, não. A fabricante do programa, tendo conhecimento dessa realidade, já há algum tempo vem produzindo versões betas de um ICQ próprio para o corporativismo, intitulado de ICQ Groupware. Como qualquer outro programa específico para Intranet e redes, trata-se de um ICQ servidor instalado na máquina escolhida, e vários outros ICQ’s clientes instalados nas diversas outras máquinas e ligados diretamente à rede.

O ICQ Groupware ainda está em fase de testes. Traduzindo, não espere muita segurança logo nas primeiras versões, ao menos enquanto a edição final não sai. Entretanto, vale a pena testá-lo para uso estritamente interno ou selecionar alguns computadores e funcionários mais preparados. A maioria dos problemas do ICQ convencional são resolvidos na versão corporativa.

Arquivos grandes poderão ser enviados de acordo com a velocidade de sua rede e você só ficará no “vermelho” se houver problemas no próprio servidor interno, e não mais na conexão Internet. Aliás, usando o ICQ Groupware, a conexão Internet se faz desnecessária na comunicação interna entre setores, mas quem almeja estabelecer contato com clientes ou usuários, ainda vai precisar usar o ICQ convencional e depender do provedor de acesso, da linha telefônica, e da boa vontade da Mirabilis.

Para usar o ICQ Groupware, os requerimentos de sistema ainda são maleáveis. Na versão servidor, é preciso estar rodando uma estação de trabalho ou servidor Windows NT 4.0 com, pelo menos, o Service Pack 3 instalado, sob máquinas baseadas em x86 (Pentium 166 em diante). O mínimo para a memória RAM é de 32MB, com 64MB recomendados, é claro… e 10MB (!!!) de espaço em disco.

Já para a versão cliente, qualquer computador com Windows 95/98/NT pode participar, precisando apenas de 3.5MB de espaço em disco e 8MB de RAM.

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